O MGID é uma rede de publicidade nativa que paga blogueiros para exibir recomendações de conteúdo patrocinado no rodapé ou entre os artigos do site. Funciona de forma similar ao Taboola e ao Outbrain: você instala um código no blog, os widgets aparecem automaticamente e você recebe por cada clique gerado nos anúncios exibidos.
Se você já pesquisou sobre monetização de blogs além do Google AdSense, provavelmente esbarrou no nome MGID em algum momento. É uma das redes de publicidade nativa mais usadas no mundo e tem uma presença razoável entre blogueiros brasileiros, especialmente nos nichos de notícias, entretenimento, saúde e comportamento.
Neste guia, vou explicar como a plataforma funciona na prática, quais são os requisitos para entrar, como configurar os widgets, quanto você pode esperar ganhar e onde ela se encaixa dentro de uma estratégia de monetização mais ampla. Já testei o MGID em blogs próprios e tenho uma visão prática de quando vale a pena usá-lo e quando não vale.
Para quem está começando do zero e quer entender monetização de forma mais estruturada, a formação Império dos Blogs cobre exatamente esse caminho, com módulos sobre AdSense, afiliados e redes nativas como o MGID, indo do básico até estratégias mais avançadas.
O que é publicidade nativa e por que o MGID usa esse modelo
Antes de falar especificamente do MGID, vale entender o modelo em que ele opera. Publicidade nativa é aquela que se mistura visualmente ao conteúdo do site, sem parecer um banner tradicional. No caso do MGID, os anúncios aparecem como uma grade de cards com título, imagem e nome do anunciante, geralmente com o rótulo “conteúdo patrocinado” ou “recomendado”.
Esse formato funciona bem porque o usuário não percebe o anúncio como uma interrupção. A taxa de cliques tende a ser maior do que em banners convencionais, o que é bom para o anunciante e, consequentemente, para o blogueiro.
O modelo de cobrança para anunciantes no MGID é o CPC (custo por clique). Isso significa que você, como publisher, recebe uma comissão por cada clique que os visitantes do seu blog dão nos cards patrocinados. O valor do clique varia dependendo do nicho, do país de origem do visitante e da competição dos anunciantes naquele momento.
Como o MGID se compara ao Google AdSense
Essa é a pergunta que mais recebo. A resposta curta: são modelos complementares, não substitutos diretos.
O AdSense é mais versátil. Funciona bem em praticamente qualquer nicho, aceita blogs menores e tem um sistema de aprovação mais transparente. O CPM e o CPC tendem a ser mais altos em nichos de alta intenção de compra, como finanças e tecnologia.
O MGID brilha em blogs com alto volume de tráfego e nichos mais amplos, como entretenimento, saúde geral e notícias. O CTR da publicidade nativa costuma ser maior do que de banners display, o que compensa parcialmente o CPC às vezes menor.
Na minha experiência, rodar os dois simultaneamente é a configuração que gera mais receita. Coloco o AdSense nos espaços principais, como dentro do conteúdo e no topo, e o MGID no rodapé ou após o artigo, onde o widget nativo se encaixa naturalmente sem competir com o display.
O Google Search Central deixa claro que anúncios nativos bem implementados não prejudicam o SEO, desde que não comprometam a experiência do usuário. Ou seja, você pode usar os dois sem problema do ponto de vista de indexação.
Entre no Grupo VIP antes que ele lote
Conteúdo em primeira mão sobre blogs, SEO e monetização — direto no seu WhatsApp, antes de sair em qualquer outro lugar.
- Zero spam. Só aviso quando tem conteúdo que vale seu tempo.
- Estratégias e testes que eu não publico no blog nem no YouTube.
- Acesso antecipado a novidades, materiais e condições exclusivas.
100% gratuito • Saia quando quiser • Só conteúdo, sem enrolação
Veja, você pode gostar de ler também sobre: MGID: quais nichos pagam mais no Brasil em 2026
Requisitos para entrar no MGID
O processo de aprovação do MGID é menos burocrático do que muita gente imagina, mas há requisitos básicos que você precisa atender.
Tráfego mínimo
O MGID não divulga um número oficial, mas na prática blogs com menos de 3.000 a 5.000 visitas mensais têm dificuldade de aprovação. Já vi relatos de aprovações com menos, mas isso costuma depender da qualidade do conteúdo e do nicho.
Conteúdo original e em conformidade
O site precisa ter conteúdo original, não pode ser predominantemente agregador de terceiros e não pode violar as políticas de conteúdo da plataforma, que incluem proibições a conteúdo adulto, violento, racista e similares.
Idioma e região
O MGID atende publishers no Brasil sem restrições. O painel está disponível em português e o suporte também responde em português, o que é um diferencial em relação a algumas redes internacionais que lidam mal com o mercado brasileiro.
Domínio próprio
Blogs em subdomínios gratuitos (como .blogspot.com ou .wordpress.com) dificilmente são aprovados. Você precisa de um domínio próprio e, de preferência, hospedagem dedicada.
Processo de cadastro passo a passo
O cadastro no MGID é feito pelo site oficial em mgid.com. O processo tem algumas etapas:
1. Criação da conta: você preenche os dados básicos, informa o URL do blog e escolhe o papel de “publisher”.
2. Análise do site: a equipe do MGID analisa manualmente o site antes de aprovar. Esse processo leva de 1 a 5 dias úteis, às vezes um pouco mais.
3. Aprovação e acesso ao painel: após a aprovação, você recebe acesso ao dashboard onde cria os widgets.
4. Instalação do código: você gera o código do widget no painel e instala no blog. No WordPress, isso pode ser feito pelo editor de tema, por um plugin de cabeçalho/rodapé, ou diretamente no functions.php.
5. Validação: o MGID confirma que o código foi instalado corretamente e os anúncios começam a aparecer.
Um detalhe que pouca gente menciona: durante a análise, o MGID verifica não só o conteúdo mas também a navegabilidade do site. Um blog com UX ruim, cheio de popups agressivos ou com carregamento lento tem mais chance de ser rejeitado ou de ter a conta suspensa depois.
Como funcionam os widgets do MGID
Depois de aprovado, você configura os widgets no painel. Cada widget é um bloco de anúncios nativos com configurações específicas.
Tipos de widget disponíveis
O MGID oferece principalmente três formatos para publishers:
Widget de recomendações: o mais comum, exibido como uma grade de cards ao final dos artigos. É o formato que mais converte porque o usuário acabou de consumir um conteúdo e está receptivo a novas leituras.
Widget in-feed: integrado ao feed de posts do blog, se mistura aos artigos reais. Funciona bem em blogs de notícias com listagem de conteúdo na home.
Widget de sidebar: menos usado, mas disponível para quem quer complementar os espaços laterais.
Configurando o widget corretamente
No painel, você define o número de cards, o layout (horizontal, vertical, grade), o tamanho das imagens e o posicionamento. O MGID oferece uma prévia em tempo real.
Minha dica aqui é testar pelo menos duas configurações diferentes por dois ou três meses antes de decidir qual mantém. O que funciona em um nicho não necessariamente funciona em outro. Em blogs de comportamento, por exemplo, grades com 4 cards tendem a performar melhor do que grades com 6, porque ficam menos poluídas.
Como o MGID calcula e paga os publishers
Modelo de receita
O MGID opera no modelo de revenue share. Você fica com uma porcentagem dos cliques gerados no seu site. A porcentagem exata não é divulgada publicamente, mas gira em torno de 55% a 70% do valor pago pelo anunciante, dependendo do perfil do publisher e do volume de tráfego.
O valor por clique (CPC) varia muito. Visitantes dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália geram cliques consideravelmente mais valiosos do que visitantes brasileiros. Isso é uma realidade de praticamente todas as redes de anúncios, não especificidade do MGID.
Para blogs com audiência majoritariamente brasileira, o RPM (receita por mil pageviews) costuma ficar entre R$ 2 e R$ 8 dependendo do nicho. Blogs com tráfego internacional misturado podem chegar a RPMs muito maiores.
Limite mínimo e formas de pagamento
O pagamento mínimo para saque é de US$ 100. O MGID paga via transferência bancária internacional, PayPal e algumas outras opções dependendo do país. Para receber via PayPal sendo brasileiro, você precisará de uma conta verificada.
Os pagamentos são processados mensalmente, com um período de verificação. A receita do mês atual geralmente fica disponível para saque entre 30 e 45 dias depois.
Instalando o MGID no WordPress
A instalação no WordPress tem alguns caminhos. O mais simples é usar um plugin de inserção de código no cabeçalho e rodapé, como o Insert Headers and Footers, que permite colar o script do MGID sem precisar editar arquivos do tema.
Para posicionar o widget no final de cada artigo automaticamente, você pode usar a função the_content do WordPress via functions.php. Assim:
php
function inserir_mgid_apos_conteudo($content) {
if (is_single() && in_the_loop() && is_main_query()) {
$content .= '<div id="seu-widget-mgid"></div>';
$content .= '<script>/* código do widget */</script>';
}
return $content;
}
add_filter('the_content', 'inserir_mgid_apos_conteudo');Substitua o comentário pelo código real gerado no painel do MGID. Essa abordagem insere o widget automaticamente em todos os posts sem precisar editar um por um.
Um erro que cometi no início foi instalar o widget apenas no rodapé do site, fora do loop de posts. O resultado foi um número de impressões muito baixo porque o widget só aparecia em páginas onde o usuário chegava ao fim da página, o que é raro. Mover para dentro do conteúdo, logo após o artigo, aumentou significativamente o número de cliques.
Veja, você pode gostar de ler também sobre: Como criar uma página Sobre o Autor que aumenta a aprovação no AdSense em 2026
Estratégias para aumentar a receita com o MGID
Posicionamento estratégico
O widget performa melhor logo após o fim do artigo, antes da seção de comentários. É o momento em que o leitor terminou o conteúdo e está naturalmente aberto para o próximo passo.
Evite colocar o widget no topo do artigo ou no meio do conteúdo. Além de prejudicar a experiência do usuário, pode violar as políticas da plataforma e gerar menos cliques porque o usuário ainda está focado na leitura.
Qualidade do conteúdo e do tráfego
Soa óbvio, mas vale reforçar: tráfego de qualidade gera CTR melhor. Visitantes que chegaram ao seu blog por busca orgânica, leram o artigo até o fim e ficaram mais de dois minutos na página têm muito mais chance de clicar em um widget nativo do que visitantes que chegaram por click-bait de redes sociais e saíram em trinta segundos.
Isso é especialmente relevante para quem está combinando MGID com AdSense, porque o Google avalia o mesmo sinal de qualidade de tráfego para calcular o RPM dos anúncios display.
Nichos que performam melhor
No contexto brasileiro, os nichos que tendem a gerar mais receita com MGID são saúde e bem-estar, finanças pessoais, entretenimento e curiosidades, relacionamentos e comportamento. Blogs muito técnicos ou de nicho muito específico, como programação ou hardware, costumam ter CTR mais baixo porque a audiência é mais avessa a publicidade nativa.
MGID e SEO: o que você precisa saber
Existe uma preocupação legítima sobre o impacto de redes de anúncios no desempenho do site. O MGID carrega scripts externos que podem aumentar o tempo de carregamento da página.
O Search Engine Journal tem documentado que Core Web Vitals continuam sendo um fator de ranqueamento relevante em 2026. Isso significa que se o widget do MGID estiver impactando seu LCP ou CLS, vale a pena implementá-lo com carregamento assíncrono ou lazy loading.
A maioria dos códigos gerados pelo MGID já é assíncrona por padrão, mas vale validar com o PageSpeed Insights antes e depois da instalação para ter certeza de que não houve impacto significativo.
Já testei isso em dois blogs diferentes: em um deles, o tempo de carregamento não mudou praticamente nada. No outro, houve um leve aumento no tempo de resposta total, que resolvi carregando o widget apenas após a interação do usuário com a página, usando Intersection Observer. O impacto nos rankings foi nulo nos dois casos.
Quando o MGID faz sentido (e quando não faz)
O MGID é uma boa opção quando você tem tráfego consistente acima de 10.000 visitas mensais, quando o AdSense já está ativo e você quer uma fonte adicional de receita sem aumentar a densidade de anúncios display, e quando o posicionamento natural do widget encaixa no layout do blog sem comprometer a experiência.
Não faz sentido usar o MGID como primeira e única fonte de monetização se o blog ainda tem menos de 5.000 visitas mensais. Nesse estágio, o foco deveria estar em SEO, produção de conteúdo e construção de audiência. A receita de anúncios com esse volume de tráfego não compensa o esforço de configuração.
Para quem está estruturando um blog do zero com foco em monetização real, recomendo passar por uma formação que mostre todo o caminho, desde escolha de nicho e SEO até instalação de redes como o MGID e estratégias de afiliados. A formação Império dos Blogs cobre exatamente isso, com uma progressão que faz sentido para quem quer transformar o blog em uma fonte de renda consistente.
Conclusão
O MGID é uma ferramenta de monetização sólida para blogueiros brasileiros que já têm tráfego estabelecido. Não é mágica e não substitui uma estratégia bem pensada de SEO e produção de conteúdo, mas dentro do mix certo, especialmente ao lado do AdSense, adiciona uma camada de receita passiva que faz diferença no longo prazo.
O widget nativo converte bem porque respeita a experiência do leitor. Quando bem posicionado, parece parte natural do site, e não uma interrupção. Essa é exatamente a proposta da publicidade nativa e o motivo pelo qual redes como o MGID continuam crescendo mesmo com adblockers cada vez mais comuns.
Se você já tem o AdSense rodando e quer diversificar, o MGID é um próximo passo natural para testar.
FAQ
O MGID é confiável e paga de verdade?
Sim, o MGID é uma rede estabelecida com mais de 15 anos de mercado e presença global. Os pagamentos são processados mensalmente e há vários relatos de publishers brasileiros confirmando os recebimentos. O suporte em português também é um ponto positivo para quem tem dúvidas no processo.
Posso usar o MGID junto com o Google AdSense no mesmo site?
Sim, as duas redes são compatíveis e podem rodar simultaneamente no mesmo blog. O ideal é posicioná-las de forma que não concorram pelos mesmos espaços. MGID funcionando no rodapé e AdSense dentro do conteúdo é uma configuração comum e eficiente.
Quanto tráfego preciso ter para ser aprovado no MGID?
Não há um número oficial, mas blogs com menos de 3.000 visitas mensais raramente são aprovados. A recomendação prática é solicitar a aprovação quando o blog já tiver pelo menos 5.000 a 10.000 visitas mensais, o que também garante uma receita mínima que vale o esforço de configuração.
O widget do MGID prejudica o carregamento do site e o SEO?
Os scripts do MGID são carregados de forma assíncrona, o que minimiza o impacto no desempenho. É recomendável validar com o PageSpeed Insights após a instalação para confirmar que os Core Web Vitals não foram afetados. Na maioria dos casos, o impacto é mínimo ou inexistente.
Como recebo os pagamentos do MGID sendo brasileiro?
O MGID paga via PayPal ou transferência bancária internacional. Para sacar, o mínimo é US$ 100 acumulados. Publishers brasileiros usam principalmente o PayPal para receber, sendo necessário ter uma conta verificada. Fique atento às taxas de conversão e eventuais cobranças do PayPal na hora de transferir para a conta bancária em reais.

Olá, me chamo Kildary Oliver e sou especialista em criação de blogs em WordPress e monetização com Google AdSense desde 2018. Já ajudei mais de 300 blogs de alunos a serem aprovados no AdSense e hoje reúno mais de 27 mil inscritos no meu canal do YouTube e mais de 10 mil alunos nos meus cursos. Acompanho de perto as mudanças do Google e do SEO, com formação recente em GEO e Agentes de IA aplicados a conteúdo.
