No comparativo MGID vs Google AdSense, o AdSense costuma pagar mais por mil visitas em blogs de conteúdo informativo em português, enquanto o MGID pode render mais em sites de alto volume, com tráfego de redes sociais ou em nichos que o Google restringe. O ganho real varia conforme o nicho, a origem do tráfego e a posição dos anúncios na página.
Muita gente cria o blog, vê o AdSense recusar o site (ou pagar pouco) e parte para a primeira alternativa que aparece. Aí surge a dúvida: o MGID é melhor que o AdSense, ou só mais fácil de aprovar?
A resposta depende de como cada rede ganha dinheiro, e a comparação mais comum, a de CPC, leva muita gente ao erro. Neste artigo você vê as diferenças de funcionamento, uma tabela comparativa, regras de decisão para o seu caso e um teste prático para medir qual rede paga mais no seu blog, sem depender de promessa de ninguém.
Como o Google AdSense e o MGID ganham dinheiro com o seu blog
O Google AdSense é a rede de anúncios do Google que exibe anúncios de display, texto e vídeo no seu site e paga conforme as impressões e os cliques obtidos em um leilão entre anunciantes. Segundo a própria Google, a parcela do publicador nos anúncios de display é de 68% da receita, valor que você deve conferir na Central de Ajuda do AdSense, porque as condições mudam com o tempo.
O MGID é uma rede de anúncios nativos. Em vez de blocos que parecem propaganda, ele mostra widgets de recomendação, com títulos e miniaturas parecidos com o conteúdo do blog. O ganho vem principalmente por clique, e o valor de cada clique depende do anunciante, do país do visitante e do tipo de tráfego.
Anúncio nativo é o formato que adota o visual da página ao redor, sem seguir blocos padronizados. Por isso, tende a gerar mais cliques que o display tradicional, em geral com valor unitário menor. Essa diferença explica boa parte da confusão na hora de comparar os dois.
Quem quer entender de uma vez como funcionam leilão, posicionamento e aprovação ganha tempo com estudo estruturado. Foi esse o caminho que organizei no curso Monetizando Blogs com o Google AdSense, dentro da Formação Império dos Blogs, que trata desses temas sem atalhos.
Comparativo direto entre MGID e AdSense
A tabela abaixo resume as diferenças que mais pesam na decisão. Os requisitos e valores de plataformas mudam, então use como referência de partida e confirme nas páginas oficiais antes de decidir.
| Critério | Google AdSense | MGID |
|---|---|---|
| Tipo de anúncio | Display, texto e vídeo | Nativo (widgets de recomendação) |
| Modelo de ganho | Impressão e clique, via leilão | Principalmente clique |
| Aprovação | Revisão de conteúdo e políticas, com critérios rígidos | Revisão do site, em geral mais flexível com o tipo de nicho |
| Exigência de tráfego | Sem mínimo oficial divulgado, mas o site precisa de conteúdo relevante | Costuma exigir volume mínimo de visitas, que muda conforme região e período |
| Experiência do leitor | Anúncios identificáveis como propaganda | Mistura-se ao conteúdo, o que pode incomodar |
| Risco de política | Contas suspensas por tráfego inválido ou conteúdo | Reprovação de criativos e de páginas fora das regras |
| Melhor para | Blogs informativos com tráfego do Google | Sites de alto volume, tráfego social ou nichos restritos no AdSense |
Se você quiser conferir os relatórios de receita e RPM antes de comparar, veja como acessar sua conta do Google AdSense e abra a aba de desempenho por página, que é onde a comparação começa de verdade.
A tabela mostra um ponto que quase ninguém comenta: aprovação mais fácil não significa pagamento maior. As duas coisas são decisões separadas.
Qual paga mais por visita: o que o RPM diz e o que o CPC esconde
O RPM (receita por mil impressões de página) é a métrica certa para comparar redes, porque mostra quanto o blog fatura a cada mil visualizações, somando todos os anúncios. O CPC (custo por clique) mostra só o valor de um clique isolado e engana na comparação.
Um erro comum que vejo em quem testa as duas redes é olhar o CPC do MGID, achar baixo e descartar a rede. Só que o MGID tende a gerar mais cliques por visita, então um CPC menor pode resultar em RPM competitivo. O inverso também acontece: o CPC do AdSense parece alto, mas o RPM despenca quando o leitor não clica.

Na minha experiência, o fator que mais pesa no resultado não é a rede, e sim a origem do visitante. Tráfego orgânico do Google em nichos de finanças, tecnologia e saúde costuma render melhor no AdSense, em média, porque os anunciantes disputam esse público. Tráfego vindo de redes sociais ou de sites de entretenimento tende a render menos no leilão do Google e pode funcionar melhor em formatos nativos.
Isso vale como tendência, nunca como garantia. Qualquer número de RPM que você encontre na internet é média ou estimativa de alguém, e o seu blog pode ficar bem acima ou bem abaixo dela.
Vale uma observação que contraria o senso comum: o RPM mais alto da rede não é o mais alto do seu blog. Se um widget nativo ocupa o espaço onde o AdSense renderia melhor, você troca um RPM por outro menor, e a conta final cai.
Aprovação: quem aceita seu blog e o que isso muda

O Google AdSense avalia conteúdo original, navegação, páginas obrigatórias e cumprimento das políticas do programa. Recusas por “conteúdo de baixo valor” ou “conteúdo duplicado” são comuns em blogs novos, e a solução quase sempre passa por melhorar o conteúdo, não por trocar de rede. Para ver como um blog novo chegou lá, veja o estudo de caso de um blog aprovado no AdSense em 3 meses, que mostra o que foi corrigido antes do pedido.
O MGID também revisa o site, mas costuma ser mais flexível com certos formatos e nichos, e pode aceitar tráfego de origem variada. Em compensação, as exigências de volume mudam e vale confirmar o mínimo vigente no site oficial do MGID antes de montar qualquer planejamento.
Minha dica aqui é separar duas perguntas: “qual rede me aprova?” e “qual rede paga melhor para o meu público?”. Quem mistura as duas acaba escolhendo pela facilidade e descobre meses depois que deixou dinheiro na mesa, ou que ficou dependente de uma rede com pouca margem.
Outro ponto: ser reprovado no AdSense não prova que o MGID é a solução. Muitas vezes o problema do site é o mesmo nas duas revisões, como conteúdo raso, páginas sem propósito claro ou excesso de texto copiado.
Quando o MGID vale a pena e quando o Google AdSense é a melhor escolha
A decisão fica mais simples com regras do tipo “se acontecer X, faça Y”. Estas são as que uso como critério:
- Se o blog é informativo e recebe tráfego do Google em português, comece pelo AdSense e use o MGID só como comparação.
- Se o AdSense recusou o site por política de nicho (e não por qualidade do conteúdo), o MGID passa a ser uma alternativa ao Google AdSense para considerar.
- Se o tráfego vem principalmente de redes sociais e o RPM no AdSense está baixo, teste um widget nativo em posição de fim de artigo.
- Se o site tem pouco volume, o ganho de qualquer rede será pequeno, e o esforço rende mais investindo em conteúdo e tráfego orgânico.
- Se o blog já está estável no AdSense, não troque no impulso: faça um teste controlado, como o descrito mais adiante.
Quem monetiza por mais de uma fonte costuma ter renda menos sujeita a oscilações. Esse raciocínio aparece no curso Monetizando blogs, da Formação Império dos Blogs, onde a monetização por anúncios convive com afiliados, e foi nessa lógica que passei a tratar anúncio como uma das fontes de receita do blog, não como a única.
Afirmação independente para guardar: a rede que paga mais é a que gera o maior RPM com o tráfego que o seu blog realmente tem, e isso só se descobre medindo.
Como testar MGID e Google AdSense no seu blog sem se prejudicar
O teste prático que recomendo tem quatro passos, e a ideia é comparar receita por mil sessões, nunca cliques isolados.
- Escolha 5 a 10 páginas com tráfego parecido e que representem o conteúdo do blog.
- Rode uma rede em metade dessas páginas e a outra na outra metade, por 30 dias, mantendo posições equivalentes.
- Troque os grupos de páginas no período seguinte, para eliminar o efeito de qual artigo atrai mais leitores.
- Compare a receita por mil sessões, a velocidade de carregamento e o tempo médio de permanência.
Na prática com AdSense e afiliados em blogs próprios, de nichos diferentes, o que mais aprendi é que o teste só vale quando a posição dos anúncios é comparável. Um bloco no topo e outro no fim de página nunca terão o mesmo RPM, e quem ignora isso conclui o oposto do que acontece.
O que eu faço no meu blog é registrar os resultados em uma planilha simples, com a data, a rede, a página e o RPM de cada período. Parece trabalhoso, mas é essa planilha que evita decisão por impressão.
Sobre usar as duas redes ao mesmo tempo: em geral é possível, mas as políticas do AdSense exigem que outros anúncios não se confundam com os da Google nem interfiram na exibição deles. Confira as regras vigentes na Central de Ajuda do AdSense e evite widgets nativos colados nos blocos do Google.
Regras de conteúdo e riscos que podem derrubar a sua receita
Cada rede tem regras próprias, e o risco financeiro está em descumpri-las sem perceber. No Google AdSense, as infrações mais danosas envolvem tráfego inválido, cliques induzidos e conteúdo em categorias restritas. No MGID, as reprovações costumam recair sobre páginas e criativos que fogem das diretrizes de conteúdo da rede.
Antes de ativar o MGID, vale ler com atenção as regras de conteúdo do MGID para 2026, que detalham o que a rede aceita e o que proíbe. Descobrir uma regra depois que a conta foi limitada custa mais caro que ler o documento no início.
Outro risco é a experiência do leitor. Widgets nativos em excesso deixam a página lenta e poluída, o que afasta visitantes e pode prejudicar o desempenho nas buscas. Uma receita maior hoje não compensa uma queda de tráfego amanhã.
Por isso, limite a quantidade de blocos, monitore a velocidade da página depois de cada mudança e desfaça o que prejudicar a leitura. Se a receita subir e o tempo de permanência cair de forma consistente, o ganho provavelmente é passageiro.
Qual escolher para o seu blog em 2026
Não existe uma rede que pague mais para todo mundo. O Google AdSense tende a vencer em blogs informativos com tráfego orgânico em português, e o MGID pode compensar em sites de alto volume, com visitantes de redes sociais ou em nichos que o Google restringe.
Se você está em dúvida entre MGID e AdSense, comece pela rede que aprova seu site com o conteúdo que você já tem, meça o RPM por mil sessões e só então teste a outra em páginas selecionadas. É assim que a monetização do blog deixa de ser aposta e vira decisão com base em dados do seu próprio público.
O número que importa é o seu, medido por um período razoável e com posições comparáveis. Qualquer média que circula por aí serve só como ponto de partida.

Sou Kildary Oliver, especialista em WordPress, SEO e monetização com Google AdSense, e trabalho com blogs desde 2018. Mais de 300 blogs de alunos foram aprovados no AdSense, tenho mais de 28 mil inscritos no YouTube e mais de 10 mil alunos em cursos. Atualizo meus artigos quando o Google muda as regras. Conheça meu trabalho na página Sobre o Autor.

Como obter a aprovação do google adsense